Jarbas Bendor chega com a doçura de quem conta histórias no colo: um cantor e compositor – modelo nas horas vagas – nascido em Santa Quitéria, interior do Ceará, cuja voz transforma memórias em canção. Conhecido por sua profunda conexão emocional, Bendor não só canta — ele sente junto. Sua intuição aguçada, imensa empatia e natureza sonhadora fazem com que suas músicas pareçam conversas íntimas; quem o ouve tem a sensação de estar sendo acolhido e entendido. Nascido entre o cheiro dos pastéis da bodega da mãe e a trilha sonora da noite, Bendor traz nas canções a capacidade rara de absorver e traduzir os sentimentos ao seu redor. É um artista que convida o público a sonhar acordado, a revisitar raízes e a se emocionar com o simples — porque, para ele, a música é lugar de afeto, cura e encontro.

Quem é Jarbas Bendor?
Nasci em Santa Quitéria, na região noroeste do Ceará. Sou cantor e compositor. Sou leve, descontraído, meio bobo, às vezes, sonhador e com uma vontade enorme de me tornar um grande artista. Ah — e um cara que ama cantar mpb, axé, forró, internacional – alguém ainda com muitos defeitos e dúvidas da vida, mas um cara legal e pronto para experimentar da vida e tirar dela o melhor possível.
Como a música entrou na sua história?
Minha mãe sustentou a casa vendendo confecções e, à tarde, cuidava de nossa bodega que acabou virando um bar. Eu cresci ouvindo música toda noite: MPB, internacionais, tudo junto, especialmente porque a parede do meu quarto dava para o bar. Quando meu irmão mais novo nasceu, eu tinha a missão de colocá‑lo pra dormir — e percebi que, quando eu cantava, ele dormia mais rápido. Aí comecei a me imaginar nos palcos. Sonhava acordado mesmo.

Quando você começou a compor? Como é seu processo criativo?
Comecei criança, escrevendo sobre amores platônicos. Hoje uso minhas vivências — preciso sentir para descrever. Geralmente me vem primeiro a melodia: gravo a ideia no celular, tudo bem espontaneamente mesmo, pra não perder a ideia. Depois encaixo a letra. Tenho melodias que até hoje não ganharam palavras, mas um dia eu organizo tudo. Promento!
Qual música marcou sua trajetória?
“Psicodélico da Vez”, de minha autoria. Ela foi selecionada num festival dentre 30 canções — e essa notícia chegou no dia do meu aniversário. Foi um marco que deu força e legitimidade. A música conta minha história: um rapaz do interior, com conflitos e raízes, que aprendeu a defender o local de onde veio.
Como suas origens influenciam sua música?
Minhas canções vêm da memória do bar da minha mãe, das conversas, do cheiro do pastel, das noites ouvindo dvds tocando. Essas raízes moldam melodias e histórias. Mesmo misturando referências, há sempre um compromisso com a autenticidade.
E como é essa sua associação com cores, croché e estilos?

Minha avó e minha mãe fazem croché. Elas, inclusive, aceitam encomendas! Acessa @edilmabendor! Há algum tempo quis homenageá-las e comecei a vestir o que elas criam. Felicidade total. O público gostou, elas amaram, eu fiquei muito à vontade e eu ainda tenho disceminado o rico regionalismo cearense! Cor é vida, croché é força e estilo é autenticidade. Creio que essa tríade ilustra bem o que minha arte traz aos palcos.

Seu relacionamento com o público é algo excepcional. Como issso se dá?
Adoro gente! Adoro cantar! Adoro palco – não da maneira de querer ser visto apenas; sei da minha função, propósito e missão quando subo em um palco para entreter um grupo! Uma total simbiose disso tudo é o que as pessos devem perceber ao me ver cantar! E que bom que isso tem sido notório!

Tenho cada vez mais me aproximado de meus fãs e melhorado o meu networking. Isso tem enriquecido minha alma e fortalecido as minhas relações profissionais e sociais.

Como sabemos onde achar você?
Canto, a maioria das vezes, todas as quintas, sextas, sábados e domingos. Tenho me apresentado em excelentes casas. Minha agenda pode ser vista no meu instagram @bemcantor. Chama o Ben que ele vem!

O que é sucesso para você?
Ser reconhecido por um ótimo trabalho quando chego a um lugar — e sim, ter dinheiro na conta também. Mas, acima de tudo, não viver em vão. Quero que minha arte provoque reflexão, gere empatia e ajude as pessoas a se conectarem consigo mesmas e com o mundo.

Como você se cuida?
Minha vida hoje é cuidar da família, da carreira e da saúde. Tenho um projeto grande que demanda atenção à alimentação, exercícios e mente — é difícil firmar rotina, mas tô na peleja. Sou um homem em construção!

Qual é o seu maior medo e a sua esperança para o futuro?
Medo de morrer sem ter me expressado do jeito que me imagino. Esperança: estar feliz no meu casamento, com a família e amigos bem, cantando para grandes públicos que gostem da minha arte e ajudando em alguns projetos sociais.
A sua sintonia com sua banda é singular. O que faz um excelente músico segundo você?

Um excelente músico se faz com gente que estuda, que se diverte no processo e que não acha que sabe tudo. Dedicação vale mais que perfeição. Sempre há algo novo a aprender, por mais experiência que se tenha. Trabalho com ótimos músicos. E sou extremamente grato por esta contínua colaboração. Isso colabora para o crescimento do grupo e de cada indivíduo.

Uma mensagem de gratidão?
Gratidão a quem teve paciência comigo, ao meu produtor que me acompanhou desde o começo, aos amigos que oferecem sugestões que ampliam minha visão — e a você que me apoia e deseja meu bem.
O que você quer que o público assimile desta entrevista?
Que conheçam um pouco de quem eu sou: um serumaninho que ama cantar. Que vejam a pessoa por trás da voz — com sonhos, erros, coragem e afeto.




