O Festival Agosto do Mar encerrou sua terceira edição com saldo positivo para Canoa Quebrada. Durante todo o mês de agosto, a programação reuniu 30 estabelecimentos e movimentou diferentes setores da economia local, da gastronomia e hospedagem ao artesanato, comércio, passeios e serviços. Realizado pela ASDECQ e pelo Programa Canoa Encanta, o Agosto do Mar chega ao fim de sua terceira edição reafirmando uma ideia simples e potente: Canoa Quebrada não precisa esperar a alta estação para acontecer. Agosto também pode ser tempo de sabores, encontros, cultura e negócios — com os empreendedores locais no centro dessa movimentação.
Agosto do Mar: um festival que abraça sabores, histórias e pessoas
O Agosto do Mar tem uma qualidade rara: consegue reunir, em uma mesma celebração, gastronomia, cultura, arte, paisagem e hospitalidade sem perder a leveza. O festival abraça a todos — literalmente. Diferentes gostos, paladares, preferências, idades e bolsos encontram espaço em uma programação que transforma Canoa Quebrada e seus arredores em um grande território de experiências.

Em Majorlândia, por exemplo, uma dessas experiências passa pelo Refúgio Dourado, onde o festival encontra a arte, a memória e a gastronomia em um cenário de beleza singular.

As falésias esculpidas pelo Mestre Toinho são um capítulo à parte. Seu trabalho, marcado diretamente nas areias coloridas da região, ganhou continuidade pelas mãos do neto, Raniel Rocha, que mantém viva essa tradição. Nas tardes, é possível encontrá-lo na exposição a céu aberto do parque cultural do Refúgio: ora restaurando e retocando antigas esculturas, ora criando novas formas. É o passado dialogando com o presente diante dos olhos de quem visita.

E o Agosto do Mar tem justamente essa capacidade de aproximar o visitante das histórias que fazem parte do território. No restaurante do Refúgio, chamado Dengo, a experiência muda até o espírito de seus visitantes. O serviço é leve, simpático e ágil, e a cozinha aposta em ingredientes frescos e preparos cuidadosos. Um bom exemplo é o peixe à belle manière, daqueles pratos em que o chamado toque de Midas está menos no excesso e mais na precisão: insumos frescos, cocção no ponto exato e um equilíbrio de sabores que valoriza o ingrediente principal.

É assim que o Agosto do Mar se revela em sua essência: não apenas como um festival gastronômico, mas como um encontro com aquilo que o litoral cearense tem de mais genuíno. A comida conta histórias. A arte preserva memórias. As falésias guardam o trabalho de gerações. Os restaurantes colocam o território no prato. E o público, tão diverso quanto a própria paisagem, participa de tudo isso – de frente pro mar!

Cabe todo mundo em Canoa!
Porque o Agosto do Mar não foi feito para um único tipo de paladar, nem para um único perfil de visitante. É democrático, plural e afetivo. Cabe o sofisticado e o simples, o tradicional e o contemporâneo, a descoberta e a memória. E talvez esteja aí o maior encanto do festival: o Agosto do Mar não apenas acontece em Canoa Quebrada e em seus arredores. Ele se espalha, envolve, aproxima e cria uma sensação de pertencimento. Um festival que celebra o mar, mas que, sobretudo, celebra as pessoas, os sabores, as histórias e a cultura que vivem ao redor dele.
Para a Presidente da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (ASDECQ), Gabriela Crippa, o movimento foi mais intenso que no mesmo período do ano passado, especialmente nas hospedagens — um reflexo que naturalmente se espalha por toda a cadeia turística.
“Várias pessoas falaram que sentiram uma diferença enorme comparando este agosto com o agosto do ano passado, principalmente nas hospedagens. A gente sabe que, com as hospedagens lotadas, vem restaurante, passeio, venda nas lojas. Esse movimento realmente foi bom”, destaca.

O sentimento também apareceu entre os participantes. No último fim de semana, a organização visitou restaurantes, espaços de artesanato e outros estabelecimentos para ouvir os empreendedores. O retorno, segundo Gabriela, foi positivo, com relatos de boas vendas e maior circulação de visitantes.

Além de estimular a economia, o festival mostrou a diversidade e a capacidade de inovação da gastronomia local. Entre os participantes, a culinária vegana ganhou espaço com o Espaguete ao Mar, da Casa Veg, preparado à base de cogumelos, e o risoto vegano da Barraca Chega Mais.

A programação reuniu ainda Cozinha Show, chefs convidados, música, Vila de Artesanato e ações voltadas à valorização da cultura, da identidade e dos sabores de Canoa Quebrada.

A terceira edição teve patrocínio master do Minibox Instante e Banco do Nordeste, além de Cachaça 51, Maris e RH Outdoor, com apoio da Prefeitura de Aracati e do Sebrae Ceará, por meio do programa Canoa Encanta. Os números oficiais do impacto econômico ainda serão levantados. A partir desta semana, a organização inicia a avaliação com os participantes para dimensionar os resultados gerados pelo festival. E a próxima edição já começa a ganhar forma. Para 2027, a expectativa é reunir mais empreendimentos, ampliar a programação e dar ainda mais visibilidade ao evento.

“Eu gostaria de ter uma banda no próximo ano e dar uma visibilidade ainda maior para o nosso festival”, projeta Gabriela. Produtores e artistas, movimentem-se! Canoa Quebrada pode ser o que falta no seu portfólio.




