Fortaleza recebe neste sábado, 24 de outubro, às 17h, na Praça do MIS (Museu da Imagem e do Som do Ceará), o primeiro lançamento presencial do livro Alucinação Belchior – 50 poetas, 50 poemas, 50 anos, publicação da Editora Quelônio organizada pelo poeta Alexandre Barbalho e pelo publicitário e poeta Paulo Fraga-Queiroz. A celebração tem show de Vannick Belchior, cantora, compositora e filha caçula do artista homenageado, e acontece dois dias antes da data em que Belchior completaria 80 anos. A entrada é gratuita.

O encontro coroa um ano emblemático para a cultura cearense: 2026 marca os 300 anos de Fortaleza, os 80 anos do nascimento de Belchior (1946 – 2017) e o cinquentenário de Alucinação (1976), um dos discos mais emblemáticos da música brasileira. Para comemorar as datas, a antologia reúne 50 poemas inéditos criados a partir da obra do compositor cearense por poetas, letristas, músicos e compositores, além de artistas visuais. No sábado, o livro será vendido no local com 20% de desconto; ele também segue em pré-venda por meio do site quelonio.com.br/loja.

“Belchior foi o rapaz do sertão que estudou latim no convento, largou a medicina e virou uma das vozes poéticas mais singulares do país. Alucinação tem 50 anos e continua mais atual do que muita coisa lançada ontem. Poucos discos brasileiros atravessaram o tempo com tanta força.”, diz Alexandre Barbalho.
Para Paulo Fraga-Queiroz, a escolha do formato foi natural: “Quando pensamos em como celebrar esse disco, a resposta pareceu óbvia: devolver a Belchior aquilo que ele sempre nos deu, que é poesia. Convidamos 50 vozes de todo o Brasil para responder a ele. Não é um livro de saudade, é um livro de inquietação. Acho que é o jeito mais belchioriano de comemorar.”
São 25 poetas homens e 25 poetas mulheres, de várias regiões do país. Além dos 50 poemas, a obra traz orelha do escritor Lira Neto e posfácio do ensaísta Davi Pessoa. O poeta e letrista mineiro Murilo Antunes, ligado ao Clube da Esquina, assina uma crônica sobre a primeira passagem de Belchior por Belo Horizonte quando foi cicerone do cearense na cidade hospedando-o em sua casa, em 1972, quando os dois se conheceram no Festival Internacional da Canção. O texto vem acompanhado da reprodução de uma carta original escrita por Belchior ao editor do Suplemento Literário de Minas Gerais, cedida por Murilo, e de um bilhete manuscrito do compositor.

Vannick Belchior, que sobe ao palco da Praça do MIS no sábado para homenagear o pai, lançou o projeto Das Coisas Que Aprendi Nos Discos, dedicado ao repertório clássico do pai; desenvolveu um trabalho acústico de voz e violão inspirado no álbum Um Concerto a Palo Seco (1999); participa dos blocos de Carnaval Esse Ano Eu Não Morro, em Fortaleza, e do bloco mineiro Volta Belchior, que reúne cerca de 150 mil pessoas em Belo Horizonte.
Sobre Belchior
Antônio Carlos Belchior nasceu em Sobral (CE), em 26 de outubro de 1946, e morreu em 2017. Alucinação, disco lançado em 1976 e produzido por Marco Mazzola, é considerado sua obra-prima e reúne canções que marcaram gerações, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Como Nossos Pais”, “Velha Roupa Colorida” e “A Palo Seco”.
Serviço
Lançamento do livro Alucinação Belchior – 50 poetas, 50 poemas, 50 anos, com show de Vannick Belchior
Data: sábado, 24 de outubro de 2026, às 17h – Entrada gratuita
Local: Praça do MIS – Museu da Imagem e do Som do Ceará (Av. Barão de Studart, 410, Meireles, em Fortaleza
Preço do livro: R$ 96
Na pré-venda e no dia do lançamento, o livro sai por R$ 76,80 (20% de desconto)
256 páginas | ISBN 978-65-82134-01-2



