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Mulher de Vitórias – Fernanda Zeballos, atriz e produtora @fezeballos

 

Há mulheres que acumulam títulos; outras acumulam experiências, afetos e histórias que atravessam o tempo. Fernanda Zeballos pertence a esse segundo grupo. Atriz, produtora e criadora por natureza, ela construiu uma trajetória marcada pela coragem de fazer, pela disposição de se reinventar e pela sensibilidade de quem entende a arte como ferramenta de transformação. Nesta entrevista, Fernanda fala sobre escolhas, sonhos, saúde, amor e sucesso com a honestidade de quem vive intensamente cada papel — seja ele no palco ou na vida.

 

Quem é Fernanda Zeballos?

Sou uma paulista quase cearense que ama o que faz e topa quase tudo que a vida oferece. Atriz, produtora, diretora, apresentadora, administradora da Gourmet’s — empresa de prestação de serviços em alimentos e bebidas que toco com meu marido — e o que mais aparecer… eu topo!

Qual é a sua formação acadêmica?

Sou formada em Hotelaria pelo SENAC, em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e também fiz o Curso de Arte Dramática na Universidade Federal do Ceará.

Como você define sua profissão hoje?

Atuo em várias frentes: atriz, produtora, diretora, apresentadora e administradora. Sempre digo que não gosto de me limitar — gosto de trabalhar, criar e fazer acontecer.

O que você gosta de fazer no tempo livre?

Preciso estar perto de água. Caminhar na praia, nadar no mar, ir à cachoeira, piscina… isso me recarrega. Também adoro assistir filmes, séries, espetáculos e, claro, estar com pessoas queridas.

Como você enxerga as amizades na sua vida?

Amizades são a família que temos o poder de escolher. Tenho amigas de infância, do clube na adolescência, da faculdade, que sempre que vou a São Paulo — pelo menos duas vezes ao ano — nos reunimos para atualizar nossas vidas. Isso é precioso demais. E sou muito grata pelas amizades que construí aqui no Ceará.

O que significa atuar para você?

Atuar é paixão, é ofício e é frio na barriga. E eu sempre digo: o dia que não der mais frio na barriga, eu mudo de profissão, pelo menos, desta!

E produzir, como entrou na sua vida?

Quando vejo, já estou fazendo. Gosto de organizar, ver as coisas acontecendo. Não vim de fábrica com paciência, então extraoficialmente sempre estive produzindo. O caminho natural foi oficializar isso.

Como você enxerga o mundo hoje?

O mundo é infinito, rico, misterioso… mas também desigual e desumano. Gostaria que as pessoas se preocupassem mais com o amanhã. Quanto a conhecer outros lugares, é só avisar se o destino é frio ou quente que, em meia hora, estou de mala pronta.

O que é beleza para você?

Beleza é energia. A beleza física chama atenção num primeiro momento, mas se não vier de dentro pra fora, não sustenta. Um sorriso largo, um olhar profundo e interessado, palavras carinhosas valem muito mais pra mim do que cabelo arrumado, corpo bonito, olhos claros, bolsa cara ou roupa de marca apenas. O conjunro da obra, lhe dá mais charme e calor!

Como você cuida da sua saúde?

Saúde é equilíbrio. è também usar protetor solar, como diz nosso querido Bial. Exercício físico até o fim — aquele fim mesmo — mas sem exageros. Comer moderadamente, dormir bem (às vezes não consigo, mas tento). Faço check-up todo ano, porque prevenir é melhor que remediar. Desde os 50 anos, faço acompanhamento com minha nutróloga maravilhosa, Dra. Nádia Manfredinho. Beber dois litros de água por dia e alongar na cama pela manhã.

Como você define a vida?

A vida é um presente. Amo a minha, com seus altos e baixos, sorrisos e lágrimas. Apesar de ansiosa por natureza, procuro viver o dia a dia, mas programando o futuro, porque pretendo, se Ele deixar, viver bastante. Meu avô faleceu aos 100 anos.

Quais são os seus sonhos?

São muitos. Divido-os por categorias, mas prefiro falar só depois que acontecem. Um sonho que acredito que todos tenham é viver bem da profissão que escolhemos. Outro é quase concurso de Miss: “world peace”, paz mundial, mesmo! Parece piegas, mas não entendo tanta violência e ganância. Nada de material se leva dessa vida.

O que é amor para você?

São muitos: família, meu companheiro, meus filhos — cão incluído, meu trabalho, meus amigos sinceros, pessoas… não coisas.

Como você vê o poder?

Poder é perigoso na mão de alguns e, por isso, preocupante. Pra mim, basta ter o poder da minha própria vida e estar satisfeita com isso. Conquistar de forma suave, sem atropelar ninguém. Espero ter conseguido até hoje e que continue assim.

Quais são os seus medos?

Tenho medo de perder pessoas — sei que é inevitável, mas tenho. Tenho medo de montanha-russa, apesar de amar tirolesa. Não gosto de sentir dor: dor de dente, de cabeça, das juntas… dores em geral. E não gosto de tomar remédios.

Como você enxerga o futuro?

“A Deus pertence.” Por mais longa que seja minha lista de desejos, quero me cuidar para continuar trabalhando, realizando, com saúde e, se não for pedir muito, em paz.

Como foi sua agenda de shows e espetáculos recentemente?

2025 foi intenso. Além de Uma Noite em Ritmo Quente em janeiro e julho, A Fábula do Monturo Velho e Srta. Marshmallow, infantis que já apresentamos há algum tempo, ainda ensaiei dois espetáculos simultaneamente, com apenas um mês de diferença entre as estreias. Foi uma loucura — talvez por isso mesmo tenha sido ótimo. Foram sucessos Quem Tem Medo de Curupira?, da Trupe Caba de Chegar, e Drácula – A Lenda da Sombra, que voltará aos palcos dias 31/1 e 1/2, no Teatro José de Alencar. Tenho planos para mais um espetáculo e para o audiovisual, mas… conto depois que acontecer!

O que é sucesso para você?

Profissionalmente, é fazer o que gosto, ver sorrisos, olhos marejados, euforia e receber agradecimentos, depoimentos de como fiz diferença na vida de alguém e aplausos. E também a valorização financeira do nosso trabalho, porque atuar e ensaiar é trabalho, sim. Pessoalmente, é viver um dia de cada vez, fazendo o que posso por mim e por quem amo — e, se der, ampliar esse círculo, em paz.

O que representa gratidão na sua vida?

Uma vez ouvi: “confio, entrego, aceito e agradeço”. É isso. Às vezes nos revoltamos com coisas que não aconteceram como queríamos, mas prefiro acreditar que não era a hora ou não era pra ser — tipo livramento. À noite, agradeço o aprendizado do dia, seja pela dor ou pelo amor. Pela manhã, peço que o dia seja o mais suave possível, porque vamos combinar: as pessoas estão cada vez mais doentes da cabeça e do corpo… mas isso é assunto pra outra entrevista.

Que aprendizado você carrega hoje?

Que não somos o que espalhamos, mas o que juntamos — especialmente emocionalmente, não financeiramente. Que a arte faz toda a diferença em um povo. E que o mundo seria muito melhor se as pessoas se colocassem no lugar do outro antes de qualquer atitude.

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Márcio Correia

Graduado em Psicologia e Inglês, pela UMHB, nos EUA, e com cursos de aperfeiçoamento em gerenciamento e marketing feitos ao longo de sua vida, Márcio é um entusiasta e adora gente, cultura, festas e novidades. Já morou nos EUA por muitos anos e sempre que pode encontra novos lugares para conhecer. Acumula boas experiências nas áreas da música, moda, design, arquitetura e organização de eventos. Já foi colunista em um jornal local e atualmente organiza eventos sociais e empresariais, além de ser professor de inglês e assinar a coluna OCASIONAIS para o Portal ConceituAdo

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