Fortaleza abriga artistas que transformam inquietações em potência criativa — e Iuri Cintra é um deles. Publicitário, ator, diretor de teatro e amante de grandes narrativas, ele transita entre mundos com a mesma naturalidade com que constrói universos no palco. Visionário, intenso e guiado por uma sensibilidade que mistura ousadia e poesia, Iuri é daqueles nomes que respiram arte em todas as suas dimensões. Nesta entrevista, ele abre as portas de sua mente inquieta e compartilha sua relação com o teatro, seus sonhos, suas fragilidades e o modo singular como enxerga o mundo.
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Iuri por Iuri
Sou inquieto, criativo, ousado, sonhador, pretensioso e um pouco megalomaníaco. Gosto de acreditar que essas características, quando bem lapidadas, me empurram para frente e me fazem criar mundos que talvez não existissem se eu fosse mais “domado”.

Estudos formais
Sou formado em Publicidade e Propaganda pela Wyden, uma escolha que nasceu do desejo de unir criatividade e estratégia — algo que acabou dialogando com tudo que faço hoje, inclusive no teatro.

Profissão e atuação
Sou publicitário, ator e diretor de teatro. Essas áreas, apesar de distintas, se alimentam mutuamente. A publicidade me deu técnica. A atuação me deu verdade. A direção me deu visão.

Passatempos favoritos
Meu passatempo ideal envolve filmes e séries com uma boa pizza ao lado. É meu ritual de descanso e inspiração.
Amizades ltda.
Prefiro ter poucas amizades, mas que sejam profundas e bem cuidadas. Relações que me acompanhem, não que me preencham só pelo número.

Família nuclear
Minha família é minha base e meu refúgio — onde encontro paz e onde volto quando o mundo parece grande demais.
Fé silenciosa
Minha fé é uma espécie de corda bamba. Às vezes firme, às vezes instável. Mas sempre presente, mesmo que em silêncio.

Teatro concretizador
O teatro é o que me move com força. É onde concretizo sonhos, onde minhas inquietações ganham forma e onde descubro versões de mim que ainda não conheço.

Mundo poético
O mundo está sem jeito, bagunçado, acelerado demais. Mas é o que temos, por enquanto, e faço o possível para encontrar poesia nesse caos.

Beleza encontrada
A beleza é fundamental. Cada um precisa encontrar a própria — e cuidar dela como uma manifestação de identidade.
Saúde ajustável
Sou um péssimo exemplo quando o assunto é saúde. Tenho consciência disso e estou sempre tentando me ajustar – às vezes com mais sucesso, às vezes com menos!
Vida rápida
A vida passa rápido, e essa é uma constatação cruel e libertadora ao mesmo tempo. Tento aproveitar tudo que posso, de forma intensa e verdadeira.

Sonho construído
Meu grande sonho é viver muitos anos para ver minhas histórias — e as histórias que construo — ganharem o mundo.
Amor & Cia.
São muitos. Amo minha família, minha profissão, meus processos criativos, as pessoas que fazem parte da minha jornada. Amo minha vida, o Deus que me guia, minha família e meu trabalho. Amo especialmente meu tempo — esse recurso tão precioso e tão fácil de desperdiçar.

Projetos evolutivos
Meus projetos giram em torno de arte, cultura, saúde emocional e expansão criativa. Tudo que me permita evoluir e alcançar mais pessoas.

Musical envolvente
Fazer um musical é um sonho grandioso. Envolve amplitude, entrega, sensibilidade e coragem — tudo que me desafia e me apaixona. A propósito, “Drácula – a Lenda da Sombra” retorna em breve!
Lazer criativo
Quando posso, busco experiências que combinam cultura e descanso. Viajar, experimentar sabores, observar pessoas — tudo isso alimenta meu processo criativo.

Medo medonho
Tenho medo de perder a graça, de me tornar alguém que não surpreende mais nem a si mesmo. Apavorante!
Futuro
O futuro pertence a Deus. Eu faço a minha parte, com disciplina e imaginação, e deixo que Ele desenhe o caminho.

Música favorita
The Sound of Silence é a minha música favorita. Ela parece uma conversa que tenho comigo mesmo em vários momentos da vida, como se existisse dentro de mim um lugar silencioso e atento que observa tudo o que sou. Às vezes, retorno para esse espaço interno para dialogar, refletir e me ouvir. Muitas dessas conversas giram, curiosamente, em torno dos mesmos assuntos — e a música se torna trilha desse diálogo íntimo que mantenho com minha própria consciência.



