No último dia 28 de junho de 2025, a charmosa Casa Mar, na Praia do Presídio, em Aquiraz, se transformou em cenário para algo muito além de um simples encontro de estudo: foi palco de uma Imersão Cultural de Inglês, dedicada a unir idioma, cultura cearense e momentos de partilha. A Casa Mar – @casamarpraiadopresidio – localizada a apenas duas quadras da praia, foi o ponto de encontro para esse dia especial. Com seu ambiente acolhedor, jardim bem cuidado, espaços amplos e proximidade dos “verdes mares bravios”*, o local deu o tom de um encontro que combinou aprendizado, brasilidade e boas conversas. Das 9h às 16h, participantes de diferentes idades e histórias mergulharam de cabeça em uma experiência viva, leve e memorável — o tipo de aprendizado que não cabe dentro de quatro paredes.
Mais do que estudar, viver o inglês
Diferente de uma aula convencional, a imersão convidou cada participante a usar, ouvir e falar inglês de forma natural. Desde o momento da chegada, tudo foi pensado para facilitar a comunicação real: um lanche de boas-vindas abriu as portas para as apresentações, dinâmicas de integração quebraram o gelo e o inglês começou a surgir espontâneo, sem pressão, minimizando ao máximo o medo de errar.


Em meio a conversas guiadas, o grupo explorou temas ligados ao Ceará: cultura, curiosidades, história, turismo e símbolos da identidade local. Tudo isso misturado a momentos de música — com canções brasileiras mundialmente famosas em versões em inglês, como The Girl from Ipanema, que fizeram todos cantarem juntos e sentirem cada palavra de forma viva.


Um dos pontos altos foi o tópico dedicado ao artista Chico da Silva, pintor cearense celebrado por seu estilo naïf, suas criaturas fantásticas e suas paisagens míticas que já encantaram galerias no Brasil e no exterior. Entre uma pergunta e outra, o grupo debateu sua obra, descobriu curiosidades e discutiu em inglês o valor de preservar e divulgar nossa arte – além de mostrarem seus talentos fazendo as suas próprias obras de arte em estilo naïf.


Feijoada: sabor, história e celebração
Na hora do almoço, a imersão se transformou em uma festa de sabores. A feijoada, preparada por Dalmo Aleixo, jovem e talentoso chef, com apoio de Eliane Andrade, foi apresentada como um verdadeiro patrimônio cultural brasileiro. Os participantes descobriram a história desse prato tão simbólico, aprenderam sobre seus ingredientes e, claro, se serviram, praticando o inglês entre garfadas, risadas e brindes. Cada detalhe foi pensado para transformar uma refeição em um momento de aprendizado saboroso – inclusive a sobremesa – as autênticas Cocadas Moreninha – made in Ceará!



Para fechar o dia: pés na areia e alma leve
Ao final da imersão, o grupo se reuniu para um passeio pela Praia do Presídio. Caminhar pela faixa de areia, sentir a brisa, observar o vai-e-vem das ondas e conversar — foi o desfecho perfeito para fixar o que foi aprendido, relaxar a mente e deixar a experiência ainda mais marcante.



Quem fez tudo acontecer?
A experiência contou com nomes que têm amor pelo que fazem: Márcio Correia, idealizador e anfitrião, que desde 2009 cria e conduz imersões linguísticas e culturais; o professor Paulo Amaro, com mais de três décadas de experiência no ensino do inglês; o fotógrafo Jonas Campos, que eternizou cada detalhe com seu olhar sensível; e uma equipe de apoio engajada, atenta, presente para acolher, facilitar e orientar cada participante com delicadeza e incentivo.


Por que participar de uma imersão?
Porque uma imersão de inglês é muito mais do que estudar regras ou memorizar listas de palavras. É criar memórias, conectar idioma e vida real, ganhar confiança na fala e perceber que cada pequena conquista — cada frase dita, cada música cantada, cada piada entendida — é um tijolinho na construção de um grande feito: destravar o inglês de verdade.
A Imersão Cultural de Inglês na Praia do Presídio deixou uma mensagem clara: nossa brasilidade é fonte de orgulho e inspiração. Aprendemos também que conhecer o mundo passa – antes de tudo – por conhecer a nós mesmos. E se for de pés descalços na areia, entre amigos, música e feijoada, melhor ainda.
No final, todos voltaram para casa com o coração leve, o sotaque mais afinado e a certeza de que aprender é também celebrar. E que celebrar as pequenas vitórias do dia a dia é o que transforma o aprendizado em algo vivo, autêntico e inesquecível.
Verdes mares bravios!
A poética expressão “verdes mares bravios”, citada logo no início deste texto, foi extraída do livro “Iracema”, do cearense José de Alencar.
“Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros.”
[Iracema – Cap. I]O verso descreve a paisagem do Ceará, com seus mares agitados e vegetação exuberante, e evoca um forte sentimento de pertencimento à terra natal.
Verdes mares bravios: Refere-se aos mares do litoral cearense, que são conhecidos por suas ondas fortes e águas profundas, com cores que variam entre o verde e o azul.
De minha terra natal: Indica o local de nascimento do autor, o Ceará, e a forte ligação emocional com esse lugar.
A frase faz parte do primeiro capítulo do romance “Iracema”, onde o autor descreve a paisagem cearense como cenário para a história de amor entre Iracema e Martim. A expressão transmite um sentimento de pertencimento e admiração pela terra natal, com seus elementos naturais marcantes. A escolha das palavras “bravios” e “verdes” sugere a força e a beleza da natureza local, objetivando a construção de uma imagem vívida na mente do leitor. Assim, a frase “verdes mares bravios de minha terra natal” é uma referência poética à paisagem cearense, carregada de significado emocional e nostalgia pelo lugar de origem.










